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Quinta-feira, Junho 30, 2005
Post-o-Matic
- Se algum dia o mercado de Campo de Ourique deixar de ser do estado, eu tenho direito a cerca de 1/20 do dinheiro. ( descoberto hoje em conversa casual ao jantar sobre um tetravô obscuro mas aparentemente muito rico) - Estou viciado em " Believe" dos Chemical Brothers. - Apetece-me dançar loucamente como uma besta da floresta... desde o meu baile de finalistas, em que não consegui dançar. - Já alguém viu a sample do novo clip dos Goldfrapp, o " Ooh la la"? É tipo genial. Ide ver ao site oficial. ( Quero umas calças como as da Allison) - Acham que o American Psycho é um bom filme romântico para um pós-jantar de comida provavelmente congelada a dois? - A minha mãe despediu a nossa empregada angolana. Lá se vai o caril vegetariano fantástico. - O meu novo site-fètiche é o seatguru.com, é tão divertido! - Estou efectivamente FARTO de Física. - O último livro que li - e que acabei ontem - " Confissões sexuais de um anónimo russo" é no mínimo imbecil. But then again, quem me manda ler autobiografias sexuais de perfect strangers?
- Daft Punk is playing at my house. Literalmente: estou a torturar-me ao som de " Technologic", a sua pior música de sempre. ( Eles bem que tentam ser uma espécie de glam-Kraftwerk, mas não conseguem) - O meu irmão está naquela idade nojenta, dos 10-11 anos em que as pobres criancinhas começam a reproduzir aos gritos o que ouvem nos filmes, com uma intensidade de quem está convencido que é muito original: " Porra, estou farto disto e desta casa e só quero que me deixem em paz, tá?" é o que mais se tem ouvido por esta casa. - 1 GB de tráfego internacional é clearly not enough.- Lembram-se daquela música muito 90's-new-age we-care-about-the-world-Benetton-style, a " Seven Seconds" da Neenah Cherry e do Youssou N'Dour? É fofa, não é? - A minha explicadora de Física (yup, sou mesmo burro) tem um frigorífico AEG que parece um reactor nuclear. De vez em quando faz beeeep e eu juro que é o beeep mais perfeito que alguma vez um frigorífico poderá fazer. " É topo de gama", elucidou-me ela ao constatar que eu estava com ar extasiado. - Enfim, este post é lamentável. Definitivamente, Juanito Banana is so five minutes ago! Juanito Banana
Quarta-feira, Junho 29, 2005
Mauta Flágica
Sempre que arrumo o meu quarto dou com coisas das quais já nem me lembrava. Desta vez foi um pequeno papel com alguns anos sobre uma representação da Flauta Mágica de Mozart na Escola:

Visto que "scanado" fica um pouco ilegivel, escrevo aqui o texto na totalidade:
Mauta Flágica
Depois de uma grande reunião de família, à qual não compareceu ninguém, onde testámos a veracidade das obras e tendo em conta a previsivel ausência de espectadores, contamos com o seu precioso contributo para a não realização deste evento (de certa forma insignificante) porque nós lá estaremos, aos dezoito (18) dias do mês de Maio do Coração da Graça do Senhor, em todo o lado pelas 17h menos no Teatrinho. Perca peso Faça alguém feliz Não nos pergunte como
O Delirante Wolfgart
Terça-feira, Junho 28, 2005
MERDE, ALLORS!
Mas que mundo é este? Num laivo de negligência, um gajo decide levantar os olhos do livro de Física, desprezando por completo a lei da conservação do momento angular e problemas com ela relacionados, e ouve "Je ne veux pas travailler" dos Pink Martini (sim, são aqueles do anúncio da Peugeot ou assim... mas são muito bons).
Começo, como já devem ter percebido que é meu hábito, a flutuar para fora do meu quarto "qui a la forme d'une cage", fico cheio de vontade de ir para uma Paris artificial, cheia de baguettes e t-shirts às risquinhas horizontais, bistros e casas de má reputação. Mas precisava de uma imagem, pois nunca fui grande fã de Paris - nem da imaginária, não sei o que me deu - ao contrário do Pastelinho, que adora. Uma imagem que evocasse todo este estereótipo de uma Paris-Holliwoodiène à primeria vista.
Toca de ir ao Google procurar, sic, "Paris décadente".
Resultado?
É preocupante - the bitch is everywhere! - mas sobretudo um grande turn-off.
Juanito Banana
Sexta-feira, Junho 24, 2005
Gales????
59: Restauradores - Sul/Sueste
António: Rosália, tudo bem? Rosália: António, já há quanto tempo! Então, que fazes? A: Ah, ando por aqui. E tu? R: Olha, cheguei ontem de uma viagem ao norte de Espanha. A: Ai sim? E que região foste visitar? R: Fui a Gales.
????????????
Quinta-feira, Junho 23, 2005
Paulo
O Paulo é uma memória longínqua da minha infância. Daquelas que são feitas de sensações difusas, um toque, um vislumbre de um rosto, a sonoridade de uma voz. Lembro-me de sentir as suas mãos delicadíssimas à volta da minha cintura, lembro-me de uma cara muito equilibrada e misteriosa, de uma voz a dizer-me com carinho "Rés-do-chão, 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º... 9º. Chegámos! Agora vamos ao contrário: 9º, 8º, 7º, 6º..." Hoje, lembrei-me dele. Apercebi-me que não lhe consigo atribuir uma imagem fixa, um corpo definido, está tudo vago numa vastidão enorme de referências, por vezes contraditórias. Paulo, chamava-se assim. Teria hoje trinta e poucos anos. Mas não é assim que eu o recordo. O Paulo é para mim um rapaz na força de uma juventude que eu desejava - aos 7 anos um rapaz de 20 parece tão adulto - de poucas palavras, medidas... Sempre convivi - vivi? - com a sua mãe: é a Marília, empregada dos meus avós, veio de uma aldeia transmontana com 14 anos, descalça e tomou o primeiro banho da sua vida em Lisboa, em casa da minha avó (teve medo de se afogar). Desde então, salvo um breve interregno, sempre trabalhou em casa deles. Criou a minha mãe e a minha tia, criou-me a mim, o meu irmão e o meu primo. Foi quase uma avó-sombra para mim. Uma santa que acarinho como se fosse da minha família. O Paulo era o seu filho mais novo. Vi-o pela primeira vez certamente com dias de idade, uma vez que era presença frequente em casa da minha avó.
(Só hoje, ao falar com a minha mãe, juntei as peças deste puzzle, deste rapaz tão estranho)
Estudava em Lisboa, para sair do Barreiro, onde vivia com a mãe. Era bizarro, diz a minha mãe. Sempre foi... "digamos efeminado", passava horas ao espelho, e fazia madeixas... Queria ser cabeleireiro. Mas não, a minha avó, que sempre exerceu imensa pressão sobre a Marília e descendência, insistiu que o rapaz tinha muito jeito de mãos, devia mas é ir para um curso de carpinteiro, já que não queria estudar mais. Ele acatou, e estudava, como já disse em Lisboa. por vezes passava a tarde em casa dos meus avós, e é aí que situo as minhas primeiras memórias dele. Envolto naquela aura "18 anos", parecia inacessível.
Depois, o Paulo deixou de aparecer e a Marília começou a chorar do nada. Apareceram-lhe umas olheiras eternas à volta dos olhos e perdeu toda aquela alegria que eu lhe via. Aspirava e chorava. Limpava e chorava. Cozinhava e chorava. Eu perguntava-lhe "Guia, que foi?" e ela dizia "Nada, filho, coisas aqui de dentro."
Depois, houve aquele Verão na Costa da Caparica, onde os meus avós têm casa. A Marília também lá trabalha no Verão uma vez que nos mudamos de armas e bagagens para a margem sul nos meses de sol. E o Paulo apareceu. Vinha para ficar, ia dormir lá e tudo. Mais calado que nunca, mas ainda mais misterioso e calado. O Paulo, dizia a minha avó, estava "a ver se se endireitava". Tinha jeito de mãos tinha: foi ele que instalou uma data de interrupores e fichas eléctricas lá em casa. Entretinha-se assim. Eu achava-o mesmo tão fora-do-meu-alcance que me deleitava com os momentos de atenção que ele por vezes me dispensava.
São as minhas melhores memórias dele: as tais mãos na minha cintura que me projectavam a uma altura inacreditável de onde eu depois caía para a água da piscina (que força não teriam os braços daquele rapaz-homem, perguntava-me eu); o seu rosto com olhos grandes e ligeiramente amendoados, egípcio e críptico (o que será que ele pensa? Quais são os problemas dos rapazes-homens de 19 anos?), e a sua voz que puxava por mim quando subíamos no elevador até ao 9ºandar. Eu aprendia e reaprendia (porque tinha mais piada contar com ele a acompanhar) a sequência mais elementar que há "Rés-do-chão, 1º, 2º, 3º..." e depois ele subia o nível, obrigando-me a contar à medida que o elevador descia.
Ainda hoje consigo contar ao contrário, sem me enganar, mais depressa que a maioria das pessoas.
Acho que gostava dele, e ele talvez gostasse de mim.
O Verão acabou, e com ele a presença frequente do Paulo. Sei hoje que aquele período foi uma tentativa, um começar de novo, uma odisseia falhada, uma fuga interrompida da sua toxicodependência. Mas ele não me aparece como um drogado, mas sim como um rapaz lindo. Engordou nessas férias, ganhou cor nas bochechas, bronzeou-se. Mas em Outubro o sol não brilha tanto, e o Paulo voltou à sua vida anterior.
Ele queria ser cabeleireiro, porque é que não deixaram ser? PORQUÊ? Ele desistiu de tudo, e hoje sei que quando não estava com a mãe em casa da minha avó, estava a vaguear pelos bas-fonds de Lisboa. Sei que decaíu estrondosamente. Sei que a Marília cada vez emagrecia mais, que chorava mais. Sei que a casa deles ficou vazia, sem pratas ouros porcelanas turcos televisões roupas e tudo o que desse alguns trocos. Sei que um dia a Marília ia apanhar o barco para vir para Lisboa trabalhar e sentiu alguém arrancar-lhe um fio de ouro que ela estimava tanto - foi o Paulo, que assaltou a própria mãe no meio da rua. Sei que ele foi posto fora de casa pelo pai e que por isso dormia nas escadas onde ao menos não chovia. Sei que a Marília lhe deu tudo, até jóias antigas dela quando o filho lhe dizia que se não se injectasse ia morrer ali mesmo, e ela, em desespero, cedia. Sei que o Paulo viu o pior de tudo. Sei que o Paulo se prostituía, provavelmente no Eduardo VII ou onde houvesse velhos pais-de-família gordos e respeitáveis - não é verdade? - que gostavam mesmo era de foder o cu daquele puto paneleiro magrinho e bonito porque ele fazia aquilo porque queria dinheiro e eles, gente de fachada solidamente cimentada tinham-no e além disso ele devia mesmo gostar de ser enrabado porque não se queixava.
Sei disso hoje, porque nesse tempo, eu só pensava mesmo era nos meus Legos e nos meus carrinhos e no que seria o jantar de hoje e porque é que a avó não fez arroz-doce?
E pronto, deixei de perguntar à Marília porque é que ela chorava. Mas ela não parou de chorar, de emagrecer, de se reduzir a gemidos, de desaparecer... e aqueles anéis negros à volta dos seus olhos também nunca pararam de aumentar.
Foi um vazio, e eu nada sabia do Paulo. Tudo na minha vida eram rosas, e eu tinha ressaca de arroz-doce e bolo de noz, enquanto alguém tinha ressaca de cocaína.
A última vez que o vi foi na casa dele, no Barreiro. Supliquei à Marília que me levasse a casa dela, porque queria andar nos barquinhos que faziam a travessia do rio e era a vontade do menino, por isso toda a gente satisfazia. Quando lá chegámos a casa estava vazia. Ela disse-me que ia fazer o almoço, para eu ir brincar para o quarto do Paulo. Entrei, encontrei uns velhos brinquedos e lá comecei a divertir-me. Nisto a porta abre-se e entra ele, aos gritos "O que é que este puto está aqui a fazer? Tira-mo daqui!" e a Marília a chorar, cheia de medo, agarrou em mim e puxou-me para a cozinha. O Paulo fechou-se lá dentro, e não saiu mais. A Marília disse que ele não estava muito bem disposto e pediu-me desculpa. Hoje sei que ele se injectava no quarto, e foi o que fez, enquanto eu estive do outro lado da parede, na cozinha a comer um bife mal-passado. E foi a última impressão que tive dele, um homem aos gritos, raivoso e mau para mim, quando antigamente era carinhoso e ternurento.
Depois, foi internado, por intermédio da minha mãe no Curry Cabral. Bem, e eu, na minha estupidez inevitável, pensava que ele devia estar "meio doentinho".
Um dia a Marília ficou a dormir em casa dos meus pais, onde trabalhava às terças-feiras. Era um dia de Agosto, e ela dormiu na cama suplente que estava por baixo da minha, porque eu rei-imperador-delfim-menino de ouro-puto ranhoso mimado ficava sempre na principal, mais confortável.
A minha mãe entrou no quarto muito cedo no dia seguinte e chamou-a. Disse "Marília, vem aqui ao meu quarto, se faz favor".
A Marília foi, e passado uns quantos sussurros para que a criança não ouvisse, coitadinha que não lhe podem rebentar a bolha de mundo fácil e bonito, a Marília gritou e chorou.
Chorou mais que alguma vez havia chorado, com uma intensidade nova para mim, não era aquele choro baixinho, de agulha a espetar-se lentamente na carne, era um choro da mais profunda angústia.
O Paulo morreu num triste dia de Agosto de 1995, anos depois daquele Verão em que me atirou ao ar, numa unidade de internamento qualquer, com SIDA, e a sua mãe nem sequer estava ao pé dele.
Estava a trabalhar para a família que desde os 14 anos a explora a ela, mulher burra mas que limpa muito bem, e para a qual ela virava todas as suas energias. Enquanto o filho agonizava com SIDA, sozinho.
E o Paulo hoje é para mim uma pessoa que insiste em desaparecer da minha memória, de tal forma que hoje só lhe lembro os olhos, a voz a dizer "1º, 2º, 3º" e as mãos fortes mas perfeitas. Isto choca com a violência com que gritou comigo e com a mãe, naquela vez, a única vez, que fui a sua casa. Quem é o Paulo? Eu não quero que ele desapareça. Cada vez me foge mais.
Foi há 10 anos. Há muitos Paulos por aí.
Este era o meu, este foi aquele que hoje percebi que me marcou para sempre.
Um abraço, ou talvez um beijo, Paulo.
Do baú
Andei em limpezas aquí no meu minúsculo quarto e redescobri estes 3 cds.
 Concertos para transverso RV 427, 429, 431, 432, 436, 438, 438 "bis", 440 e 533.
 Concerto per la Solennità di S. Lorenzo RV 556, "Clarae stellae, scintillate" ("O bright stars, shine forth") RV 625, Concerto RV 554a, Concerto Funebre RV 579, "Stabat Mater" ("The anguished mother") RV 621, Sonata a 4 al Santo Sepolcro RV 130.
 "La Senna Festeggiante" ("O Sena festejante") RV 693
Tenho andado a ouvi-los.
Descobri que a colecção está toda à venda.
Se alguem me quiser oferecer algum destes, está à vontade =p (há muitos mais para além destes, mas gostaria mais destes =p)
 "Orlando finto pazzo"
 "Orlando furioso"
Ps: Soube hoje a nota com que vou a exame de piano: 19
Não era só o Eugénio
Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás de dizer aos meus amigos aí de Londres, embora não o sintas, que tu escondes a grande dor da minha morte. Irás de
Londres p'ra Iorque, onde nasceste (dizes... que eu nada que tu digas acredito), contar àquele pobre rapazito que me deu tantas horas tão felizes,
Embora não o saibas, que morri... mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar, nada se importará... Depois vai dar
A notícia a essa estranha Cecily que acreditava que eu seria grande... Raios partam a vida e quem lá ande!
Álvaro de Campos - "Soneto já antigo"
Juanito Banana
Quarta-feira, Junho 22, 2005
Há qualquer coisa de "misteriosamente internacional" no acto de pedir renovação de passaporte por estar "válido mas totalmente preenchido nas folhas destinadas aos vistos".
É sexy.
Where are you off to now, stranger?
Juanito Banana
Pópó!
Hoje fui-me inscrever na "famosa" Unidos do Volante! Daqui a alguns meses lá serei mais um perigo na estrada (ou não)... loool
Ok, now it's getting scary!
Descoberto hoje no airliners.net (mesmo que não percebam/gostem nada de aviação, leiam):
U.S. airlines must tell passengers where planes were built, under a rule that becomes final today and was prompted by a U.S. lawmaker's concern that so many aircraft are being manufactured outside the country.
Carriers, including American Airlines and United Airlines, must place the information on the plastic cards in airplane seat backs that describe emergency exits.
The rule is the result of a provision that Rep. John Mica, R-Fla., who is chairman of the House aviation subcommittee, added to legislation enacted in December 2003.
"All of the airlines are probably already in compliance," Federal Aviation Administration spokesman Les Dorr said yesterday in Washington. The agency estimated it would cost carriers $522,000 to print stickers with the location where planes were "finally assembled" and place them on the placards in 6,559 aircraft.
Airbus has won more orders than The Boeing Co. in five of the past six years and delivered more planes the past two years. U.S. airlines also use planes made by Montréal-based Bombardier Inc. and Empresa Brasileira de Aeronautica SA (Embraer), which has its headquarters in Sao Jose dos Campos, Brazil.
The requirement is "irrelevant" because aircraft manufacturing is a global industry and planes contain parts from countries around the world, said Mary Anne Greczyn, a U.S. spokeswoman for Airbus.
The company's planes are "finally assembled" in France or Germany, she said.
Portanto, vamos lá pensar um bocadinho sobre isto. Toda a gente sabe que a Airbus está com uma larga vantagem sobre a Boeing, seja no que toca aos lucros, aos projectos ou às encomendas. O Uncle Sam digere mal a coisa e então decide que os aviões fabricados fora do país devem estar labeled como "Import"? Mas que porra vem a ser esta? Aviões fabricados na Alemanha ou França são mais perigosos que os americanos? C'mé isso? "A roupa também diz Made in wherever, não diz?". Sim, mas a questão é totalmente diferente. Ao indicar naqueles folhetos (já a priori muito calmantes para quem tem medo de voar) que um avião é feito na Holanda, o que é que se está a sugerir senão que isto também é um factor que afecta a segurança?
Arg. Fuck y'all, mesmo.
Aqueles gajos estão a ficar cada vez mais imbecis. Nem eu consigo ainda encontrar argumentos para gostar deles.
Juanito Banana
Wir laden unsere Batterie... Jetzt sind wir voller Energie! Wir funktonieren automatik... Jetzt wollen wir tanzen mechanik!
É MEU! Minimum-Maximum, Kraftwerk live ou a justificação para as horas a que me deitei ontem à noite.
Não há melhor altura para dançar mechanik que às 2h30 numa casa vazia.
Wir sind die Roboter!
Juanito Banana
Terça-feira, Junho 21, 2005
Inquérito Literário
O Randomsailor desafiou aqui o pessoal do blog para mais um inquérito. :) Como Madame de la Biciclète não é vista por aqui há cerca de meio ano... eu e o Pastelinho vamos responder. BTW, pede-se a quem tiver informações sobre o seu paradeiro, o favor de contactar as autoridades competentes. Temos acesas esperanças que um dia, um belo dia de sol, ainda a voltaremos a ver.
1. Total de livros que possuo:
Juanito:
Muitos. Livros escolares, horários de companhias aéreas (lol... não são bem livros mas enfim), vários sobre arquitectura, All American Ads of the 40's e dos 60's da Taschen (essencial), livros sobre o cartaz político cubano 1950-1990! LOL. Tengo de todo, hombre!
Pastelinho:
PARTITURAS! Muitas, muitas. Devidamente acompanhadas de livros da especialidade.Guias de turismo American Express de todos os sítios editados quase! Grandes clássicos da literatura tuga e etrangère.
2. Último livro comprado:
Juanito:
Oferecido pelo Pastelinho: Homossexuality in Art! :P
Pastelinho:
Henry V e King Lear, Shakespeare! (em inglês, Penguin Pocket Books!)
3. Último livro que li:
Juanito:
O Livro do Riso e do Esquecimento, Milan Kundera ou o Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley. São fascinantes - não estava à espera de gostar tanto! (Não contei com a Aparição, mas esse fui forçado...)
Pastelinho:
O Processo, Franz Kafka. Currently a meio de Lolita, Nabokov.
4. Cinco livros que significam muito para mim:
Juanito:
1984, George Orwell. Grande chapada, basicamente. A Hora da Saída, Christophe Dufossé. Porque é tão inesperado e bizarro. Twin Peaks meets turma do oitavo ano de um lycée qualquer em França. WEIRD. O Processo, Kafka. Porque é tão claustrofóbico e por me ter criado o meu medo borderline pânico de toda a burocracia. Maus, Art Spiegelman. Uma BD sobre o Holocausto que já é um verdadeiro clássico. Todos os Super-Hiper-Mega Disney da minha infância!
E ficam tantos por referir!
Pastelinho:
Para além das minhas partituras (que vão contar por 4), talvez o primeiro volume d'Os Miseráveis, Victor Hugo.
5. Cinco pessoas para preencher este formulário:
Juanito:
Ninguém! HA! Personne, we're going home early today, kids! Sou mesmo rebelde!
Pastelinho:
Como não sei quem já respondeu a este inquérito, faço o convite a toda a gente!
Segunda-feira, Junho 20, 2005
Renovação
A partir de hoje o blog entra em obras. Vai continuar on-line, mas poderá ter alguns problemas. Vão dando opiniões nos comments em relação às mudanças que vão aparecendo (ou não).
Quarta-feira, Junho 15, 2005
Clarificação
Vou clarificar o post de ontem, porque já algumas pessoas me perguntaram o porquê de estar contente apenas com um 10. O meu instrumento é Piano, mas quando fui para o 10º ano tive que escolher mais um. Como não podia escolher outros teclados (eu queria ir ou para orgão ou para cravo), escolhi violoncelo (noutro post explico o porquê do violoncelo). No 1º ano foi tudo muito giro, até comprei um violoncelo e tudo. A partir do 2º ano comecei a ter problemas e no 3º (este) foi o inferno (na realidade o 2º foi muito pior por razões muito longas), além do mais, se chumbasse a Violoncelo, mesmo já tendo a entrada na superior de música garantida, não poderia entrar, daí deriva a minha grande alegria pelo 10 que tive. Violoncelo, nunca mais! (só tocar, porque adoro ouvir) (e vivam as "Suites para Violoncelo Solo" de Bach).
Terça-feira, Junho 14, 2005
10
Tive 10 a Violoncelo!!!!!
Felicidade suprema (ou quase)!!!!!!
Acabou o martirio!!!!!
Sábado, Junho 11, 2005
Peixe-Bebé-Grande
Hoje és um Peixe - Bebé, mas a partir de hoje também passas a ser um Peixe - Grande, MUITO GRANDE!!!!!!!!
Ps: Já refiz este post 6 7 8 9 10 11 12 vezes, uma vez porque não gostava do bold num local, outra vez porque achava o português inadequado, outra vez por ... sei lá...
Epah, porque é que eu sou tão complicado????
Mas este post é para dar os parabéns ao fish e eu aqui a atrofiar-me todo
Mais uma vez:
PARABÉNS!!!!!!
Sexta-feira, Junho 10, 2005
Reduzido a 0
Ontem, em menos de 30 minutos, perdi tudo o que tinha no disco rigido do pc... O desespero tomou conta de mim. A minha salvação foi o querido do Elf, que evitou que ainda desesperasse mais. Obrigadissimo! Ps: Temos que um dia ir ouvir Mahler.
Quinta-feira, Junho 09, 2005
Tamanho total dos arquivos no meu computador?
É coisa para uns 4GB. C’est à dire que enche o iPod mini e não deixa margem para “desperdícios”. O curioso é mesmo pensar que 2GB (or so...) são exclusivamente música trashy dos 70’s.
Último disco que comprei:
A pirataria é uma coisa muito kawaii, comprar discos é quase contra-revolucionário: ainda assim, no outro dia (há uns 2-3 meses) comprei o “I am a bird now” do Antony & The Johnsons por impulso na FNAC. Não me arrependi.
Canção que estás a escutar agora:
”Music Non Stop” – Kraftwerk. Porque me faz rir (e eu preciso), porque me faz dançar como um robot mal programado (e que bem!) e porque é simplesmente addictive.
5 discos/músicos que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim:
”Medusa” – Annie Lennox. É um CD de covers, mas tem músicas absolutamente espantosas. Todos conhecem a “No more I love you’s”, mas as outras, menos batidas como a “Downtown Lights” ainda me levam às lágrimas, literalmente. “It’s alright, can’t you see the downtown lights?”
”Floating Into The Night” – Julee Cruise. Um segredo da imensa minoria que gosta de Twin Peaks e que vibra com aqueles ambientes povoados de gigantes e espíritos chamados Bob que o Badalamenti cria em cada música. É o meu CD para ouvir às escuras, sozinho em casa, com um chá fumegante nas mãos. “Are we falling in love?”
”Felt Mountain” – Goldfrapp. O melhor CD deles, por mais sedutores que sejam os gritos do “Black Cherry”. É de uma simplicidade enganadora, de uma sensualidade caché tais que me põe em transe... “With pilots watching stars, who do we think we are?”
”A Day In New York” – Paula e Jacques Morelenbaum e Ryuchi Sakamoto. Um tributo ao Jobim, assim como o anterior “Casa”. Pela voz da Paula, levíssima mas deslumbrante; pelo violoncelo triste do Jacques; pelo piano do Sakamoto. Excelente para um dia de sol. “Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro... Dentro de mais uns minutos estaremos no Galeão”
Dois aqui: “Blade Runner OST” e “Antartica OST” – Vangelis. Sim, Vangelis até pode ser algo piroso por vezes. Mas estes albuns são absolutamente mind-blowing, especialmente o primeiro. É daqueles álbuns tipo antídoto contra a tristeza (porque a substituem por melancolia), disponíveis sempre e que se recomendam em dose maciça.
Não faças aos outros... olha, que se lixe. Vou mesmo desafiar os seguintes bloggers:
Monsieur Poisson (Fishkid) Staring Elf (a whisper in your ear) Jjorizito (Bloguito)
Juanito Banana
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Dia-a-dia
Ida:
-É o Metro! (Saida dos barcos Terreiro do Paço) - Olhó Destak! (idem) - Já tem o novo kit Sapo ADSL? (Passadeira Terreiro do Paço - Pça do Comércio) - Não quer uns óculos de sol/haxixe? (Rua Augusta) - Lay's Light (Entrada do metro Baixa-Chiado, entrada da Baixa) - Olhó Metro! (Baixa-Chiado) - Destak! (Saida do metro Baixa-Chiado, saida do Chiado) - O sr. já tem o novo kit da Sapo ADSL? (idem) - Lay's Light (idem)
Volta:
-Lay's Light (Largo do Chiado) - Destak! (Rua Garrett) - Óculos de sol? Haxixe? (Rua Augusta) - O sr. já tem o novo kit da Sapo ADSL? (Passadeira Terreiro do Paço - Pça do Comércio) - Olhó cinto da moda! (Entrada estação dos barcos do Terreiro do Paço) - Olhá pilha pó rádio, carteira pó passe! (idem)
Terça-feira, Junho 07, 2005
Nova casa
Já estamos instalados confortavelmente na nossa nova "casinha". Vamos remodelar o blog aos poucos, torná-lo um pouco mais leve. Por enquanto está com uns problemas, especialmente na visualização com o Firefox, problemas esses que serão resolvidos a curto prazo.
Sábado, Junho 04, 2005
O Homem e a Ferramenta (Zero G Upgrade)
O homem progride à custa da ferramenta. Sai da sua esfera de possibilidades e evolui.
Mas nem sempre a relação entre os dois é pacífica. Por vezes a ferramenta, no seu estado inicial, oprime de tal maneira o homem que lhe limita a existência.
Abaixo, estão as instruções da Zero G Toilet, que aparecem na cena do Moon Bus do "2001 - Odisseia no Espaço" durante cerca de 2-3 segundos. Descobri-as num site, alguma pobre alminha dedicou-se a transcrever este pedaço de literatura futurista e eu não podia deixar de partilhar isto convosco.
 Viddy well, here we go:
ZERO GRAVITY TOILET
PASSENGERS ARE ADVISED TO READ INSTRUCTIONS BEFORE USE
1) The toilet is of the standard zero-gravity type. Depending on requirements, System A and/or System B can be used, details of which are clearly marked in the toilet compartment. When operating System A, depress lever and a plastic dalkron eliminator will be dispensed through the slot immediately underneath. When you have fastened the adhesive lip, attach connection marked by the large "X" outlet hose. Twist the silver coloured ring one inch below the connection point until you feel it lock.
2) The toilet is now ready for use. The Sonovac cleanser is activated by the small switch on the lip. When securing, twist the ring back to its initial-condition, so that the two orange line meet. Disconnect. Place the dalkron eliminator in the vacuum receptacle to the rear. Activate by pressing the blue button.
3) The controls for System B are located on the opposite wall. The red release switch places the uroliminator into position; it can be adjusted manually up or down by pressing the blue manual release button. The opening is self adjusting. To secure after use, press the green button which simultaneously activates the evaporator and returns the uroliminator to its storage position.
4) You may leave the lavatory if the green exit light is on over the door. If the red light is illuminated, one of the lavatory facilities is not properly secured. Press the "Stewardess" call button on the right of the door. She will secure all facilities from her control panel outside. When green exit light goes on you may open the door and leave. Please close the door behind you.
5) To use the Sonoshower, first undress and place all your clothes in the clothes rack. Put on the velcro slippers located in the cabinet immediately below. Enter the shower. On the control panel to your upper right upon entering you will see a "Shower seal" button. Press to activate. A green light will then be illuminated immediately below. On the intensity knob select the desired setting. Now depress the Sonovac activation lever. Bathe normally.
6) The Sonovac will automatically go off after three minutes unless you activate the "Manual off" over-ride switch by flipping it up. When you are ready to leave, press the blue "Shower seal" release button. The door will open and you may leave. Please remove the velcro slippers and place them in their container.
7) If the red light above this panel is on, the toilet is in use. When the green light is illuminated you may enter. However, you must carefully follow all instructions when using the facilities during coasting (Zero G) flight. Inside there are three facilities: (1) the Sonowasher, (2) the Sonoshower, (3) the toilet. All three are designed to be used under weightless conditions. Please observe the sequence of operations for each individual facility.
8) Two modes for Sonowashing your face and hands are available, the "moist-towel" mode and the "Sonovac" ultrasonic cleaner mode. You may select either mode by moving the appropriate lever to the "Activate" position.
9) If you choose the "moist-towel" mode, depress the indicated yellow button and withdraw item. When you have finished, discard the towel in the vacuum dispenser, holding the indicated lever in the "active" position until the green light goes on...showing that the rollers have passed the towel completely into the dispenser. If you desire an additional towel, press the yellow button and repeat the cycle.
10) If you prefer the "Sonovac" ultrasonic cleaning mode, press the indicated blue button. When the twin panels open, pull forward by rings A & B. For cleaning the hands, use in this position. Set the timer to positions 10, 20, 30 or 40...indicative of the number of seconds required. The knob to the left, just below the blue light, has three settings, low, medium or high. For normal use, the medium setting is suggested.
11) After these settings have been made, you can activate the device by switching to the "ON" position the clearly marked red switch. If during the washing operation, you wish to change the settings, place the "manual off" over-ride switch in the "OFF" position. you may now make the change and repeat the cycle.
 What do you say, O my only and true friends?
Juanito Banana
Alunadamente feliz
Esqueci-me de referir uma coisa no post de ontem. A frase "Há 2 anos, dois meninos deram um beijo num banco de jardim!", veio do sms que o Juanito me mandou logo de manhã. Só com esta frase, fiquei "babado" para o resto do dia de ontem, e de hoje, e de amanhã, e por muito tempo.
Pastelinho, 'tás com um ar tão alunadamente feliz...
Sexta-feira, Junho 03, 2005
2 anos
Há 2 anos, dois meninos deram um beijo num banco de jardim!
He lives!
Depois de muitos dias sem escrever, perde-se a inércia.
Vou tentar escrever alguma coisa de jeito amanhã...
Juanito Banana
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Metro, Tube, U-Bahn, T-Bana: Bangkok
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