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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
2005 aproxima-se...
... e eu já pensei em 500 coisas que TENHO que fazer: viagens, livros, filmes, teatro, ópera, concertos; projectos sem fim que não vão sair da gaveta.
Todos os anos prometo coisas irreais e todos os anos sou confrontado com a evidência que não cumpri o que tinha proposto.
Assim sendo, meus queridos, como estou numa very happy mood e como 2005 VAI SER o ano da mudança (oh sim!),
FELIZ ANO NOVO! Até 2005... Aos leitores do blog, perdoem a postagem um pouco errática e inconstante de todos nós nos últimos tempos, prometemos trabalhar nisso... no próximo ano!
Oh sim!
Juanito Banana
30 de Dezembro
Ontem era para ser um daqueles dias em que estou apenas com o Juanito a fazer nada. Mas houve várias alterações. Começando do principio: Graças aos Taizés, conseguí apanhar o barco porque estava uma fila enorme deles para entrar e o barco só partia quando lá dentro todos estivessem. Eu tinha chegado 5 min atrasado à estação. Fui depois com o Juanito, o DaddyO e o meu cunhado almoçar ao Dan. Lá, o DaddyO perguntou se não estaria interessado em ir com eles ao TN D. Maria II ver "Serviço d'Amores". Nem me deu tempo para responder pois já estava a ligar à Exilada a perguntar se arranjava mais um convite, Seguiu depois aqui o casal para o Colombo para comprar o jornal para ver a que horas eram as sessões do "5X2". As sessões eram dali a 10 min logo não dava. Decidimos de qualquer maneira irmos para a Baixa. Chegámos ao metro. Estava no outro Cais um comboio apenas com as luzes de emergência ligadas. Passado um bocado começou a cheirar a queimado. Depois ouve-se: "Srs. Passageiros, informamos que a circulação se encontra interrompida nas linhas: Azul, Amarela, Verde, e Vermelha". Voltamos para casa. Estivemos a jogar The Sims 2 e Flight Simulator 2004 (conseguí fazer um avião levantar!!! =) ). Entretanto a Exilada chegou com os filhos e fomos jantar ao Evereste Montanha (Cozinha Indiana e Nepalesa, Calçada do Garcia). Daí para o Teatro seguimos. Foi muito interessante, gostei (não posso ser muito expansivo porque estou a escrever em contra-relógio, fica para o ano). Depois: Mi Casa. E até ao final do ano já mais não posto portanto: BOM ANO NOVO!!!
Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
Um ataque de preguicite aguda aliado a pequenos problemas com o meu anti-vírus não me deixou postar... mas eu estou alive and kickin'!
Não refirirei a tragédia na Ásia, porque Juanito fez um post intensivo sobre o assunto.
Nestes últimos dias tenho tido uns sonhos estranhos, quiçá devido ao aumento súbito da quantidade de açúcar no sangue. Já me apareceu António Variações agarrado ao microfone, Juanito & Pastelinho dentro de um mini enquanto eu lhes atirava telemóveis Siemens e ontem foi o auge:estava eu numa sala de aula com aquelas carteiras muito antigas (que ainda têm o compartimento para o tinteiro) e em forma de cúpula, quando entra pela porta Patsy Stone ( a diva de Absolutely Fabulous) a fumar e diz: " O batmobile vai bater na cúpula. Fujam!"
Sigmund Freud: analisa isto!
Sayonara
Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
Fragilidade
Desde segunda (porque só me apercebi do que estava a acontecer nessa altura) que assisto impotente ao desenrolar da situação no Índico, depois da gigantesca onda que assolou a costa de vários países nessa altura. BBC Online - Mais informação

E constato uma coisa. Morreram pessoas na Somália... e na Índia... e sobretudo na Indonésia! Mas ninguém fala destes pobres locais! Será que não existem? Yup, existem, e são MUITOS.
Eu nem consigo imaginar o horror que um sueco ou inglês ou alemão deve ter sentido naquela manhã... Mas só me vem uma coisa à cabeça: daqui a uns dias, graças à intervenção do corpo diplomático e das agências de seguros, estes cidadãos estarão de volta à segurança e conforto das suas casinhas europeias. E tudo não passará de um trauma mais ou menos intenso...
Indonesia: 45,268 Sri Lanka: 22,493 India: 6,974 Thailand: 1,829 Somalia: 100 Burma: 90 Maldives: 67 Malaysia: 65 Tanzania: 10 Seychelles: 3 Bangladesh: 2 Kenya: 1
45268 mortos na ilha de Samatra e outras mais pequenas do arquipélago indonésio e ninguém fala delas. Estas pessoas não podem sair dali, porque não há mais sítios para ir. Toda a sua vida é ali! Toda a sua vida desapareceu em minutos.
Mas o John Parker voltou para a sua casinha vitoriana em Leeds. Com uma perna partida, mas voltou.
O Lars Åkerman ainda está em Phuket, mas já voa amanhã para Estocolmo. Ficou em fato de banho, tem uma ferida horrível no braço, mas voltará.
O Michel Bélot Poncet também já chegou a Paris. A namorada continua desaparecida no Sri Lanka e ele está em choque. Mas já está seguro.
Mas e o indonésio incógnito? Aquele que não tem seguros, ajudas, dinheiro para reconsituir o que lhe levou toda uma vida a conseguir? Esse não tem tempo de antena. Esse é perfeitamente indiferente, mora lá longe.
Ficamos arrepiados ao pensar nos portugueses que foram para tão longe para lhes acontecer uma coisa tão atroz, mas não devíamos ficar mais preocupados com aqueles que foram atingidos no sítio a que chamavam "casa"?
Não sei se isto faz sentido para vocês, mas a mim irrita-me.
Juanito Banana
PS - Não há notícias sobre as Maldivas. Confesso que estou preocupado com o que pode ter acontecido, uma vez que a elevação de algumas ilhas é de 2 metros... Não só pelas centenas de resorts que lá há (incontactáveis, muitos), mas mais uma vez pelos naturais, que não têm sítio nenhum para onde fugir. Estou a imaginar um cenário muito Waterworld, lembram-se? :S
PS2 - Outra análise interessante: Conchita em sintonia comigo.
Arcada
Se por acaso virem nos jornais de 3ª feira: "Aluno do Conservatório mata professor de violoncelo à arcada", estão a falar de mim.
Amanhã explico o porquê.
Terça-feira, Dezembro 28, 2004
Fada dos dentes
Mais outra da minha avó querida (lembrei-me desta enquanto falava com o Juanito sobre a extracção dos sisos): Tinha-me caido um dente de leite. Foi nessa altura que ouvi falar da fada dos dentes, que dava uma moedinha aos meninos que metessem o dente caido debaixo da almofada. Assim o fiz. No dia seguinte levantei-me e tirei a almofada. Não havia moeda nenhuma. Fui ter com a minha mãe e disse-lhe (ela não sabia do dente debaixo da almofada):
Ó maezinha, a fada dos dentes não me deu uma moeda pelo meu dente. Ao que a minha avó, que estava sentada no cadeirão, respondeu:
É da recessão económica.
Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Lisboa
 Lisboa num dia de semana à hora de ponta (sim, somos nós)
 Lisboa, às 10 da manhã de Domingo (saida da Baixa da estação da Baixa-Chiado)
Canibalizar
Hoje andei, com o Juanito, a canibalizar...

Domingo, Dezembro 26, 2004
Sabemos que vivemos numa Sociedade Pós-Moderna...
... quando o nosso pai comenta no nosso blog.
Introducing, in a worldwide exclusive, DaddyO, ou Banana-Padre!
Cheers, papai! E bienvenu ao pequeno, mas honrado, bordel!
Juanito-Hijo-Banana
Des - prendinhas de Natal
A minha mãe deu-me uma das piores prendas de Natal da minha vida. Não, não se riam, não foi uma moldura com fotos de infância que canta, brilha e faz o pino. Seriously.
É uma história longuíssima, mas aqui vai por tópicos: - Juanito tem uma tara por aviação. Juanito quer ser piloto comercial. Passa horas no Flight Simulator 2004. Vibra com tudo o que meta asas.
- O pai do Juanito é dentista. Um dos seus pacientes é comandante da TAP. Têm uma relação bastante cordial, limitada ao consultório, mas ainda assim, agradável.
- O tal gajo passa-se e como sabe que eu quero ser piloto, faz-me o convite mais irrecusável da minha vida: partir hoje (dia 26) com ele para o Rio de Janeiro, no cockpit, grátis, ficar num Hotel 5***** lá durante um dia, grátis e voltar dia 28 no cockpit com ele de novo.
- Em suma, o melhor presente de Natal que eu poderia receber.
- O meu pai fica aos pulinhos de contente, e liga à minha mãe.
- E A MINHA MÃE DIZ QUE NÃO.
- Porque o Rio é uma cidade perigosa (é obvio que é, mas eu ia acompanhado por uma tripulação enorme e ia ficar num hotel mais do que decente); porque eu tinha acabado de extrair dois sisos (ok, se eu soubesse disso com antecedência desmarcava, ainda por cima sendo o gajo que me tirou os dentes colega do meu pai...) e porque tinha um feeling de mãe que alguma coisa havia de correr mal (o que é isso, anyway?).
- A minha pergunta é: porquê?
Thank you, mami. Um feliz Natal para ti também. Ah, sim, eu sei que me deste um PC novo. Mas não te pedi, pois não? E não substitui a tal viagem, que, como deves compreender seguramente, seria para mim o paraíso, uma oportunidade rara que perdi. Juanito Banana
Sábado, Dezembro 25, 2004
America... Land of the Free, Home of the Brave! 2ºVolume by Juanito Banana: Xmas in New York
Daniel, só para ti, aqui está a há muito esperada/prometida 2ªparte das minhas "aventuras" em terras do Uncle Sam.
Bem, grande parte do que anteriormente disse aplica-se a esta 2ªviagem aos EUA: de novo um inquérito preliminar em Lisboa, no check-in da TWA ("Não, não transportamos explosivos na bagagem"), que me assustou ainda mais que o anterior. No avião preenchemos os I-94 Immigration Cards, que diversão! Fomos bombardeados com mais perguntas sobre ligações ao partido Nazi, intenção de praticar actividades imorais em território Americano, etc...
Et voilà, chegámos a Nova York num frio dia de Dezembro. Não resisto a postar mais umas fotos do terminal da TWA, que repito, é do Eero Saarinen, esse mago da arquitectura e design Jet-Age:

A escadaria central
 Vista do exterior
 O hall central, com a "graciosa" (lol) ponte de comunicação
 A escadaria central, vista da entrada
 O salão de espera, com a enorme parede envidraçada
 O túnel de acesso às portas de embarque, quando se andava por ele dava uma sensação estranhíssima de vertigem, pelo menos a mim...
 Mais um detalhe do exterior, que denota a fluídez das linhas.
 Uma selecção muito boa de alguns pormenores. It's all in the details, you know? '...a building in which the architecture itself would express the drama and specialness and excitement of travel... a place of movement and transition... The shapes were deliberately chosen in order to emphasize an upward-soaring quality of line. We wanted an uplift. Eero Saarinen
Desculpem o abuso de fotos, mas este edifício é para mim um dos mais bonitos do Mundo. Apesar disso, nota-se em algumas fotos o estado de degradação em que se encontra!
E lá enfrentámos intermináveis filas de trânsito até ao nosso hotel, que ficava bem perto de Times Square. Chegados, foi só deixar as malas no quarto e já estávamos a caminho de um outro hotel, onde nos esperava um casal amigo dos meus pais, que chegara um dia antes. Decidimos dar uma volta pela cidade, e eu como puto que era, pedi para subir ao último andar do Empire State Building. Os meus pais concordaram e lá esperámos quase 1h30 para chegar ao 86ºandar. A vista lá de cima é qualquer coisa de esmagador, especialmente à noite. A selva de prédios, as luzes dos Yellow Cabs em movimento, as iluminações de Natal (a maioria de um bom gosto inquestionável: afinal, é Nova York); tudo misturado com as buzinas e os flashes dos turistas japoneses... =)
Fomos jantar. Seriam umas 20h em NYC, mas para nós era 1h da manhã! Eu já ia para a caminha, mas a minha mãe insistiu que queria ir ver um musical qualquer. Mortos de sono, lá fomos para a barraquinha no meio de Times Square (aquela que diz TKTS) comprar os bilhetes. Só havia para um chamado Swing. Arriscámos. Chegámos aos teatro e fomos levantar os bilhetes, SURPRISE: só havia 4, e não os 5 necessários! O meu pai ofereceu-se para voltar para o Hotel, mas o gajo da bilheteira arranjou-lhe um, a umas 10 filas de distância.
O espectáculo era relativamente bom, mas nada comparado com o Chicago, por exemplo. Neste momento o jet-lag era tanto, que eu não me aguentava. O pobre homem que ficou ao meu lado deve ter pensado que eu me estava a atirar a ele, porque a minha cabeça caía em direcção ao seu ombro constantemente. Finalmente, aquilo acabou, seria meia-noite lá, ou seja, 5h da manhã cá!
O dia seguinte começou mal: o meu pai não encontrava a mochila onde tinha os 3 passaportes, os cartões de crédito, os dólares, os bilhetes de avião para o regresso... :S
PÂNICO, GRITOS, HISTERIA, ONDE ESTÁ A MINHA MOCHILA CASTANHA DA REEBOK, O MEU REINO PELA MOCHILA CASTANHA DA REEBOK!
Saíu porta fora e voltou ao teatro, que obviamente estava fechado (eram 9h da manhã). Bateu nos vidros (a maneira mais primitiva de chamar a atenção!) e lá conseguiu que um gajo qualquer lhe abrisse a porta. Explicou-lhe que na noite anterior tinha assistido a um espectáculo e que devia ter lá deixado uma mochila recheada de documentos e outras coisas absolutamente vitais à sobrevivência naquela selva urbana. O tipo levou-o à sala, onde apenas se encontravam umas quantas Dominicanas/Porto-Riquenhas/Mexicanas, ou seja, empregadas de limpeza... Aí o meu pai deu o seu golpe de charme irresistível: comunicou com as guapas em espanhol, o que as deixou de rastos, e completamente rendidas ao allure do pápi!
No, cariño, não sabiam da mochila, mas podiam ver no gabinete do director se estava lá algo...
E ESTAVA, POUSADA NO CANTO E COM O CONTEÚDO INTACTO! Alguma boa alma tivera a simpatia de a entregar na noite anterior... Segundo consta, o meu pai ficou tão contente que lhes saltou para cima... =) Feliz Navidad para usted también!
Conclusão 1 - Apesar de os americanos serem pessoas simpáticas por natureza, e estarem sempre prontos a mandar um "What can I do for you, sir?", foram as dominicanas/qualquer coisa hispânica que ajudaram o meu pai. Apesar disto, esta enorme fatia da população é negligenciada e maltratada.
O resto dos dias em NYC foram muito, muito agradáveis. Passeios para cima, passeios para baixo, obladi obladá! Ah, pois é, quase fui apanhado pela polícia em Central Park...
Não, seus perversos, eu não fui para trás dos arbustos à noite... :S
A minha mãe insistiu que queria tirar-me uma foto em cima do lago gelado, e lá foi o Juanito, a andar muito devagarinho, temendo pela vida. Tirámos a foto (ficou gira, por acaso) e lá voltei para terra firma... Eis quando aparece um daqueles carros NYPD, e se dedica a aplicar coimas valentes aos outros tristes que andavam em cima do lago! LOL, primeiro perdemos os documentos, depois quase apanhámos uma multa...
O sítio que mais gostei de visitar em Nova York foi o Harlem, tradicionalmente uma zona perigosa (tipo Bronx - mas isso foi antes do Giuliani, o wonder-mayor que salvou NYC das "forces of evil"... LOL). Fomos assistir a uma missa com gospel a uma igreja com um nome hilariante, qualquer coisa como The Sacred Baptist Church of Mount Nebo. Eu, que já era completamente ateu, delirei. Quando aquilo começou, estavo céptico. O coro lá berrava "Aleluia! ALELUIA! Praise the Lord in Heavens!", mas era tudo tão bimbo! As pretas com os seus chapéus com plumas, naquele estilo chic-pobre-que-não-admite, obesas, o que é que eu estou aqui a fazer?
No fim, era dos primeiros a bater palmas e a gritar "Jesuuuuuuuuuuuus! Ooooooooah, we love ya Jesus!". Foi assim um banho de alegria como nunca antes tinha apanhado, saí de lá divertidíssimo, era tão contagiante! Mas, no entanto, tão genuíno, tão descomplexado! Atenção que o estilo é completamente diferente das missas da IURD brasileiras, ok? C'est complètement diférent! Enfim, uma experiência mítica para mim, que tenciono repetir quando lá voltar!
Conclusão 2 - Eles são génios da manipulação de massas: vê-se pela Levi's, Coca-Cola, filmes de Hollywood, McDonald's e afins, que já fazem parte da nossa vida e nem sabemos bem porquê.
Depois da show-missa seguímos para um restaurante de Soul Food, comida sulista, fritos e mais fritos gordurosos (ainda não era Vegi nessa altura...) chamado Sylvia's. Havia música incluída no almoço, cantada por uma preta over-weight enfiada num justíssimo vestido sinful-rouge.
"Where are you from?" gritava ela aos presentes. "Argentina!" "Yeah, Argentina's the best! Love it! Argentinaaaaa in the hoooouse! And you, sugar?" "Italy!" "Ah, Italia, lá doltchei viiitá! Gorgeous! Italy in the houseeeee! How 'bout you folks?" "Portugal!" - gritam aqui os pobres. "Hum, ah, ok, well: Por...Ta...Gálei in the house!"
A triste não sabia onde era Portugal! O mais chocante era pensar que um dia antes uma simpática mulherzinha que encontrei no elevador do hotel meteu conversa comigo e chegámos à conclusão que ela adorava Portugal, conhecia isto melhor que eu, à force de já cá ter vindo 4 vezes!
Conclusão 3 - O fosso educacional e cultural na América é gigantesco, há gente cultíssima e outros completamente primários! Eu sei que isto é óbvio de ver, não é necessário ir até lá para comprovar, mas quando somos confrontados assim com a realidade, até dói.
Bem, acho que já chega disto...
Juanito Banana
Prendinhas no meu Sapatinho
Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
Feliz Natal
Fröhliche Weihnachten (Alemanha) Merry Christmas (U.K.) Joyeux Noël (França/Bélgica) Zalig Kerstfeest (Bélgica) Bon Nadal (Catalunha) Prejeme Vam Vesele Vanoce (Rép. Checa) Καλά Χριστούγεννα (Grécia) 圣诞快乐 / 聖誕快樂 (China) Glædelig Jul (Dinamarca) Vrolijk Kerstfeest (Holanda) Gajan Kristnaskon (Esperanto) Ruumsaid juulup|hi (Estónia) Hyvaa joulua (Finlândia) メリークリスマス (Japão) Bo Nada (Galiza) Kellemes Karacsonyi unnepeket (Hungria) Nollaig Shona Dhuit (Irlanda) Buone Feste Natalizie (Itália) Natale hilare (Latim) Priecigus Ziemassvetkus (Letónia) Linksmu Kaledu (Lituania) 즐거운 성탄 (Coreia do Norte/Sul) IL-Milied It-tajjeb (Malta) God Jul (Noruega) Boze Narodzenie (Polónia) Sarbatori vesele (Roménia) Sretan Bozic (Eslováquia) Vesele Bozicne (Eslovénia) Feliz Navidad (Espanha) God Jul (Suécia) Веселое Рождество (Russia) FELIZ NATAL
Ps: Espero não ter nenhum erro
Publicidade Zara modificada
As chamas do Tesouro
Enquanto faziamos tempo para entrarmos naa sala de cinema reparámos na publicidade ao filme "National Treasure/O Tesouro": Aquelas chamas que saem entre as pernas do Nicholas Cage serão apenas chamas ou serão umas chamas metafóricas???
Pai Natal
Digam lá que o nosso Pai Natal não é todo bom/um pão... =p
 O Daniel pediu-nos esta prenda (aparecer no nosso blog), nós, como somos bons meninos, demos-lha =D
O Fantasminha Impotente da Opera
Bah, os meus amiguinhos já falaram disso, mas mesmo assim...
O filme é mau. Leva 2 BANANITAS e só porque é Natal (ironia...)
A Bicicleta sugeriu que este Fantasma era impotente. C'est possible. Eu acho que ele era mais um ejaculador precoce. O filme começa TÃO bem! Realmente a cena da Opera a voltar à vida, com as teias de aranha e o pó a voarem e o lustre a subir ao som daquele orgão orgásmico é deliciosa. Mas depois é dowhill até ao tédio/desespero total!
Os actores são tristes, especialmente a coitadinha que faz de Christine Daae:
 É tão apagada, tão angelical que mete dó. Nunca vi o musical, mas sempre imaginei a Christine como uma gaja que oscila entre o inocente e o perverso, jogando muito bem com o poder dos seus dois amantes. Uma inocência de fachada... Não, aqui ela é simplesmente parvinha, sempre com esta cara ao longo do filme, juro, vendo esta imagem viram tudo: até o Fantasma, que está sempre de máscara, é mais expressivo!
Depois, há o rapazito do Angels in America, o Patrick Wilson: turn-off total, não canta, não seduz, nem sequer se dá por ele...
Gostei moderadamente do Fantasma, vá lá. Mas não salva a coisa.
A Minnie Driver também aparece, é tão insuportável! Como interpreta uma Diva em decadência (La Carlotta, só o nome!) dá-se ao luxo de passar o tempo todo com cara de parva e a fazer boquinhas imbecis.
Os cenários são fracos, muito, muito Kitsch:
É bem fraquinho... Podemos sempre deliciar-nos com uma boa gravação do original, que eu adoooro e que liberta o meu lado "Pita histérica":
No more talk of darkness, Forget these wide-eyed fears. I'm here, nothing can harm you - my words will warm and calm you. Let me be your freedom, let daylight dry -your tears. I'm here,with you, beside you, to guard you and to guide you . . .
Amanhã vou mesmo passar horas aqui a postar tudo o que queria já ter feito há um mês... Por isso, Juanito voltará... ;-) Já estou a ficar com a mania das grandezas!
Au revoir!
PS - Momento alto do dia: o Opiniões agraciou-nos com um convite para um café na Brasileira! Adorámos conhecer um dos nossos comentadores mais activos, lá de tão longe, Taiwan... E trouxe-me DUAS on-board magazines! DragonAir e Cathay Pacific, já para a colecção!
Um charmeur! E confirma-se: ele É sexy! =P
Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
Post-resumo
- Acordar (9h);
- Sair de casa (10h);
- Ir ao Colombo (PÂNICO) comprar prendas de natal para o Juanito Banana e para a Bicicleta da Aldeia (na fnac tive 1h, já estava quase a sufocar)(12h);
- Encontrar-me com eles no Campo Grande (14h30);
- Irmos ao Jardim Botânico;
- Encontrar-mo-nos com o Opiniões e um amigo do mesmo na Brasileira para um Lanche (16h);
- Cinema: O Fantasma da Ópera (completa desilusão e com falhas no som) no El Corte Ingles (18h);
- Jantarmos (eu e o Juanito) no Saldanha Residence (21h);
- Acompanhar o Juanito nas suas últimas compras de Natal (21h15);
- Apanhar o barco para casa (23h);
- Chegar a casa (23h40).
Amanhã faço posts sobre alguns dos temas aquí de cima, porque hoje estou demasiado cansado.
The Phantom of the Opera
Ok, não se riam: sim, os De Puta Madre desperdiçaram 4 euros para ver o Fantasma da Ópera.
A culpa não é minha, mas sim do Juanito, que tem um trauma de infância e passava a vidinha dele a ouvir o CD quando era puto. É claro que o CD (principalmente se for do espectáculo de Londres, segundo ouvi dizer) é muito mais poderoso do que o filme.
Eu vi o trailer na tv e até parecia interessante; e tenho que dizer que o início do filme está bem feito, com a velha Ópera de Paris a ganhar vida e cor ao som de uma música muito intensa (de orgão). Mas depois o filme vai por ali abaixo...
A Christine, a cantora por quem o Fantasma se apaixona, é daquelas gajas sem sal, sempre vestidinha de branco, incapaz de fechar a boca e de parar de arregalar os olhos. A meio do filme Juanito ameaçou fazer um boneco vodu dela; perto do fim já estávamos todos a cortar pulsos...
Raoul, o Visconte de Não sei Quê, o namoradinho de infância da Christine, que agora é um dos donos da Ópera, menino rico e bonito, é o gajo que cai nos milhares de alçapões que lá existem.
O Fantasma era o único que até marchava. Não estava mal, até cantava decentemente ( de vez em quando), e era de facto a única coisa que tinha algum interesse no filme, conseguindo ser trágico de maneira convincente. E sim, ele era sexy.
O que realmente me (nos) marcou não foi aquilo que se passou na tela, mas sim na sala de cinema, onde, num conveniente momento dramático e silencioso do filme, o meu telemóvel começa a vibrar bastante alto, pondo a miudinha de 12 anos que estava ao meu lado com medo que um vibrador rosa choque saltasse da minha mala.
Foi isso e um gajo que, do nada, se levanta, vira-se para trás e profere, com extrema eloquência, estas palavras: "Foda-se! Quem é o filho da puta que está a atirar milho?! Estão aqui estão a levar uma estalada ou uma facada na garganta!!!" Silêncio total na sala, quebrado apenas pelos nossos risos abafados...Foi genial!
O filme pode não valer um chavo, mas a interacção dentro da sala (quase =P ) valeu o dinheiro pago por nós.
Sayonara
Bici
Compras de Natal
Ontem a minha matriarca conseguiu arrastar-me para o supermercado, para fazermos umas comprinhas de Natal - nada de prendas, só comida. O dia 24 é passado na cozinha a fazer sobremesas...eu fico a olhar, porque culinária não é comigo.
Mas o supermercado estava cheio de gente, que se degladiava para conseguir alcançar as tão desejadas caixas de chocolate que estavam em promoção e que parece que é o que todos vão dar este Natal... Também havia bastante pessoal na secção das meias, por isso preparem-se para fazer o sorriso amarelo quando abrirem os presentes.
Ainda andei à procura de um pijama com renas... mas não vi nenhum...
Bicla
Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
Dan
Lembram-se de um post que eu tinha feito sobre um restaurante japonês na Quinta da Luz? Aquí têm a publicidade e como lá chegar. É bom e barato (não apreciadores de sushi, abstenham-se de comentar contra... LOL, estou a brincar, se disserem algo de mal, espanco-vos com a chibata que ainda vou ter...).




Gajos Bons e Civilização
Ontem o Juanito telefonou-me a perguntar se não quereria ir com ele hoje ao cinema ver qualquer merdeleca e eu, como óptimo namorado que sou, disse logo que sim. Encontrei-me com ele na Baixa, tava um bocadito inchado devido aos sisos. Andámos o dia todo a vaguear pelas lojas da Baixa, Chiado, Picoas, Saldanha e São Sebastião (El Corte Ingles incluido). Ainda fomos a um netcafé para ele ver como andavam as coisas por estes lados internauticos... No fim acabámos por não ir ao cinema.
Agora para esclarecer uns pontos do post de ontem:
- Gajos bons: o "Fofinho" e o "Bad Boy" eram recepcionistas no Hotel. A verdade é que a cidade estava cheia de gente boa, talvez por ser tempo de férias e os "filhos da cidade" (nos quais eu me incluo) estarem na terrinha. Gente toda muito "fash".
- Lisboa vs Évora: eu nunca disse que Lisboa não é bela. Lisboa é uma cidade muito bonita. Mas Évora também o é. Quando me referia a Lisboa não ser civilizada estava a referir-me a diversas coisas que nos aconteceram/vimos em Évora e em Lisboa é raro acontecer/ver: sermos bem atendido no hotel, nos cafés, nos restaurantes e nas lojas, estarmos numa cidade limpa, sem um papelinho no chão e sem "presentes caninos", practicamente tudo preservado e sem um único graffitie, uma grande sensação de segurança na rua, tanto de dia como à noite, e para terminar, com uma iluminação natalicia nada agressiva e com um mínimo de bom gosto (admito que não eram as melhores do mundo mas pelo menos não tinhamos que levar com aqueles "flashes" de mau gosto do Rossio) e com música de fundo aceitável (o completo oposto da berraria das colunas de som da Baixa e Chiado).
É por estas e por muitas outras que eu acho que Lisboa é uma cidade pouco civilizada. Mas apesar de tudo gosto muito dela!
Aviso à Navegação
Juanito Banana (sim, moi) vai estar com acesso muito condicionado à net nos próximos tempos.
Não estou de castigo... Não estou a atravessar um período de crise de inspiração (aliás, até tenho imensos posts giríííííssimos em perspectiva...)
MAS A MERDA DO PC NÃO LIGA À NET!
Estou num NetCafé, a pagar um preço que roça o escandaloso, logo, não me demoro muito mais.
Voltarei em breve (espero!)
Au revoir... You will be missed! :-(
Juanito de las Bananas Riquíssimas...
Terça-feira, Dezembro 21, 2004
Évora
Pois é, meus que(e)ridos leitores, o casalito voltou da sua viagem a Évora. O autocarro para lá ia com lotação esgotada devido à trupe de Escuteiros que ia para o Alentejo (vá lá que não sacaram da guitarra e começaram a cantar). Ficámos empanados na auto-estrada entre Vendas Novas e Montemor-o-Novo durante 20 minutos porque uma corrente(?)/correia(?) se partiu. Lá chegámos a Évora, à minha terrinha natal:
 Entrada da Porta do Raimundo
Meus caros, aquilo lá é só gajo bom, resmas (infelizmente não temos fotos de nenhum exemplar)... À tarde havia um a que nós chamavamos de "Fofinho"... À noite tinhamos um recepcionista estilo Bad Boy... A cidade está, basicamente, recheada de gente bela e pouco chunga (o Juanito depois aprofundará este tópico, quando tiver net). Continuando, andámos visitando os principais spots:
 Templo de Diana, com o Convento dos Loios e a Sé ao fundo.
Évora é especialmente "especial" de noite, é um silêncio, uma paz tão grande, tão reconfortante...
 Sé vista do Largo da Porta de Moura

 Praça do Giraldo
E hoje lá tivemos que voltar para a "civilização" (entre aspas porque Lisboa de civilizado não tem nada, Évora sim, gente muito simpática em todo o lado). Foram quatro dias excelentes, só nós dois. Passado 45 minutos de termos chegado à "civilização" já o Juanito estava no dentista a extrair 2 sisos. O que eu sofrí quando passei pela Praça do Comércio, ter que aturar com aquela bimbice cromática onde mostram várias imagens nos torreões sul, entre as quais a de um 58...
E agora a primeira foto do casal De Puta Madre, tirada em Évora:

Quero voltar para Évora!!!!!!!!!!!!!
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
Tróia
Bem, este fim de semana vi Troy (Tróia em português....=P ), o tal filme em que o Brad Pitt e o Orlando andam de saia a abanar umas espadas.
O meu primeiro pensamento foi "porquê?"... Achei o filme mau...
De certeza que Ilíada, o poema épico que deu origem a este filme, não é assim tão abjecto e insípido. Comecemos por Helena e o Páris. Eles são simplesmente irritantes e não existe química entre o Orlando e a Diane Kruger . E já agora, eu não sou conhecedora desta história, mas não era suposto a Helena ser raptada por Páris, em vez de estar apaixonada por ele e fugir com ele de livre vontade?
E o que dizer de Aquiles, a personagem de Brad Pitt? Eu não gosto muito dele (nada mesmo) mas ele fez 3 filmes que eu gostei e que ele até estava fixe e convincente- são eles Se7en, Fight Club e Snatch. Este, como devem ter reparado, não está entre eles. Porquê? Porque o Brad das Pitas está insuportável, sempre a fazer boquinhas irritantes (ele fez um filme com a Angelina Jolie... se calhar pega-se, a mania das boquinhas), sempre com 1 ar "Oh, nãaaaaooo! Acabei de partir uma unhaaaa!"... Não há paciência!
Mas não é tudo mau, graças a um rapazito chamado Eric Bana, que, além de ser bem jeitoso (bom comó milho, como diria Juanito), é bom actor, e o único que consegue criar interesse no filme.
Bem, se não tiverem nada para fazer, estiver a chover torrencialmente lá fora, e só dar Natal dos Hospitais na televisão e até gostarem de ver gajos bons de saias, vejam.
Bici
Sábado, Dezembro 18, 2004
Odisseia
Hoje estive meia hora para colocar decentemente as minhas lentes de contacto... Mas têm de me dar desconto porque foi a minha primeira vez! Ainda pensei que tinha de voltar ao oculista para ele me pôr aquilo... foi desesperante! Uma verdadeira Odisseia... Mas saí triunfante!
Agora o pior vai ser tirá-las... >_<
Sayonara
Bici
Goodbye, Farewell, Aufwiedersehen, Adieu!
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