The Phantom of the Opera
Ok, não se riam: sim, os De Puta Madre desperdiçaram 4 euros para ver o Fantasma da Ópera.
A culpa não é minha, mas sim do Juanito, que tem um trauma de infância e passava a vidinha dele a ouvir o CD quando era puto. É claro que o CD (principalmente se for do espectáculo de Londres, segundo ouvi dizer) é muito mais poderoso do que o filme.
Eu vi o trailer na tv e até parecia interessante; e tenho que dizer que o início do filme está bem feito, com a velha Ópera de Paris a ganhar vida e cor ao som de uma música muito intensa (de orgão). Mas depois o filme vai por ali abaixo...
A Christine, a cantora por quem o Fantasma se apaixona, é daquelas gajas sem sal, sempre vestidinha de branco, incapaz de fechar a boca e de parar de arregalar os olhos. A meio do filme Juanito ameaçou fazer um boneco vodu dela; perto do fim já estávamos todos a cortar pulsos...
Raoul, o Visconte de Não sei Quê, o namoradinho de infância da Christine, que agora é um dos donos da Ópera, menino rico e bonito, é o gajo que cai nos milhares de alçapões que lá existem.
O Fantasma era o único que até marchava. Não estava mal, até cantava decentemente ( de vez em quando), e era de facto a única coisa que tinha algum interesse no filme, conseguindo ser trágico de maneira convincente. E sim, ele era sexy.
O que realmente me (nos) marcou não foi aquilo que se passou na tela, mas sim na sala de cinema, onde, num conveniente momento dramático e silencioso do filme, o meu telemóvel começa a vibrar bastante alto, pondo a miudinha de 12 anos que estava ao meu lado com medo que um vibrador rosa choque saltasse da minha mala.
Foi isso e um gajo que, do nada, se levanta, vira-se para trás e profere, com extrema eloquência, estas palavras: "Foda-se! Quem é o filho da puta que está a atirar milho?! Estão aqui estão a levar uma estalada ou uma facada na garganta!!!"
Silêncio total na sala, quebrado apenas pelos nossos risos abafados...Foi genial!
O filme pode não valer um chavo, mas a interacção dentro da sala (quase =P ) valeu o dinheiro pago por nós.
Sayonara
Bici

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